sábado, 6 de agosto de 2011
Ninguém vê
Procuro-te entre as páginas vazias do tempo
Que morreu nas minhas mãos
Lembranças de nada
Sonhos ou delírios
Foram como pavios
Que arderam depressa demais
Preces largadas ao vento
Entre a noite e o relento
Palavras tuas....
Que morreram depressa demais
Antes do tempo ser de ter
Realizar...
Sentir...
E o aprender?
Fica sempre entre as pedras...
Que ninguém vê...
Ninguém vê...
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Engano a história
Escrevo a nossa história
Já como memória...
De um futuro vivido!
Planto os meus desejos,
Como sementes...
Eles nascem!
Eles nascem...
Escrevo o meu amor já sentido
Escrevo aquilo que mais quero
e...
realizo!
Ponho as palavras á frente do tempo...
E engano-o! (ele deixa se enganar)
Basta apenas...
Acreditar!
Sonhos de Amor
Minha estranha forma de te dizer...
Eu estou aqui...
A cada sinal teu, tu serás meu
A cada sinal meu...
Eu serei tua!
E juntos...
De mãos dadas,
De mãos bem apertadas!
De almas juntas...
Iremos conquistar o Mundo...
O nosso mundo...
E quem sabe a Lua...
sábado, 30 de julho de 2011
Saudade ancorada
Hoje...
Acordei com uma vasta esperança
De te voltar... a lembrar,
Hoje, achei que tu e eu,
Podíamos existir....
Mas como?
Esqueci tua voz!
Já não sei os teus traços!
Mas hoje...
Hoje eu podia relembrar
Porque a tua lembrança
Em mim...
Ainda que apagada!
É saudade ancorada
Aqui...
Sonhos
Os sonhos esvaem-se das minhas mãos...
São como folhas secas que caiem
Tento agarra-los mas eles não deixam...
São como o ar
Eles não deixam!
Não deixam!
E com tanto sonho que ainda tenho por sonhar
Quando uns vão, outros ficam
Sempre ficaram
Sonhos para sonhar
Mesmo, aqueles que caem no chão
Apenas mudam a forma
O nome não...
Sonhos...
Esperança imortal
O teu som...
Ele, aquele que me conquistou,
Continua aqui...
Ao pé de mim, esse não se distanciou,
Sei... que ficou o silencio...
Silencio estranho, que nunca dele nenhum de
Nós falou,
Mas no meio desse silencio...
Existe a esperança e essa não morre
Nem que a matem!
Que esse som...
Aquela tua voz que um dia me conquistou,
Volte e me sorria, com sonhos ou
Até melancolias... mas volte...
Mundo Esquecido
Passou tanto tempo...
Que o próprio tempo se cansou ,
Passou tantos minutos, tantas,
Horas, que o próprio tempo,
Não quis mais esperar,
Fechou se num relógio invisível...
Pra não se encontrar...
Ele, preferiu ser murmurado....
Pelos ecos do vento,
Do que ser apanhado!
Disse:
- deixem-me aqui, neste deserto enterrado,
talvez, assim o tempo fique esquecido, e o meu tempo não
seja gasto, com este mundo tão enganado!
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