quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Onde está o teu brilho?






Pensava-te em brilho de estrelas
Pois é assim...
Que tu reflectes em mim
A tua alma
Ressoou aqui...
Onde está o teu brilho?
Para onde foi?
Preciso do teu reflexo
A reflectir em mim...
Em sonhos ainda não
Sonhados...em alguns
Imaginados...
Que me importa...
Que sejas estrela morta?




Tens o brilho das estrelas
Em mim...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sopro lento




Queria desvendar

O que fechas
A sete chaves
Queria saber ler
As tuas palavras...



Ver-te como se vê
A nuvem que passa
Poder ouvir da tua
Voz...


Os sonhos




E por isso sonho,
Com aquilo que me
Invade...
Tocas a alma
Em sopro lento...


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Naufrágio




Afundas-te
Em um iminente naufrágio
Foste Amor
Foste Plágio
Houve sempre uma certa
Certeza
Incerta
Que me despertava

Eras lágrima se chorada
Em mim eram duas
Sorriso que em mim
Sorria
Sentia
Doía

Naufrágio onde
O único náufrago


Fui eu.

Teus Espinhos



Tuas palavras
Doces como o mel
Não eram mais...
Do que o fel!
Beijos disfarçados
Beijos de serpente
Contaste histórias
Sem memória ...
Julgas- te
Sem julgamento
Achando que eras
Mais que Sol...
Esse sim aquece meu rosto
Pena tenho eu,
Daqueles que vão cair
Na tua doce inocência
Sem decência
Que eu nunca acreditei...
Devias saber,
Passou- me tudo ao lado
Tão ao lado...
Que nem te considero
Culpado.

A Rosa que me deste
Morreu...
Secou.
Mas os espinhos não!
Ofereço-tos!


Sem Alma




Sonhos?
Os sonhos que sonho
Já estão mortos...
São como fiéis devotos
Que não saem do lugar
Se ou menos,
Não tivesse a ilusão...
De sonhar!
Ilusão , desilusão
É a ilusão dos meus dias
Como se fosse sempre
A primeira vez...
Minha alma gela
O universo aspira-a!

Aqui...
Se devia ler,

Aqui Jaz.

sábado, 6 de agosto de 2011

Amaldiçoou- te!




Beijos mortos
Beijo- te na ponta
Fria de uma navalha
Sonho- te em sonhos
Sonhados em batalhas
Gotas de sangue invadem

Minha alma
Gota a gota
Em ampulheta
Desperta
A vontade que tenho
De te ver chorar
Rios e rios
Este frio cortante
Faz- me desejar- te
Mas não mais
Do que odiar- te
Foi o fim

Fim....
Escrito com gritos
Falsos gritos
E a ti te digo....
Quando nem olhas te para trás

Amaldiçoo! tudo aquilo que em ti tem paz!
Tuas palavras!
Morreram!
Para teu desespero.....
Não vais ter ninguém

Tua cruz
É tua cruz
Eu te amaldiçoo
Adeus...
Amo- te com o amor
Do ódio...

Ninguém vê




Procuro-te entre as páginas vazias do tempo
Que morreu nas minhas mãos
Lembranças de nada
Sonhos ou delírios

Foram como pavios
Que arderam depressa demais
Preces largadas ao vento
Entre a noite e o relento

Palavras tuas....

Que morreram depressa demais
Antes do tempo ser de ter
Realizar...
Sentir...

E o aprender?
Fica sempre entre as pedras...
Que ninguém vê...
Ninguém vê...