quarta-feira, 21 de setembro de 2011

365 dias




Aprendi que as lágrimas magoam

Mas que é preciso chorá-las.

Aprendi que um sorriso vale muito mais,

Um olhar, nem tanto...
Aprendi que o sol tem cheiro.
Que as gotas de chuva são doces
Aprendi que talvez o amor não exista,
Mas existe...

Aprendi que os sonhos pra vivê-los, basta sonhá-los.

Que as estrelas guiam o caminho de quem quer ser guiado.

Que as flores são feitas de milagres,

Aprendi que o tempo é um relógio
(por isso não uso).

Aprendi que para voar, basta fechar os olhos.

Que os pássaros não piam, cantam.
Aprendi que talvez a Lua seja minha,
Porque eu quero!

Aprendi que o Mar é azul, mas verde.

Que o passado foi agora neste segundo.

Aprendi mesmo que caiamos no chão
Não passaremos dele, pode ser que nos ampare.
Aprendi que a vida é um sopro
Uma sombra que vemos passar...
Aprendi que não me interessa pra nada
Aquilo que um dia me interessou.
Aprendi que a areia são restos
De tempos...
Que a nuvens são brancas porque branco
É o nome que se dá aquela cor.

Aprendi que os olhos não vêem, sentem.

E que a alma vê,

Aprendi em 365 dias...

Sozinha.
Aquilo que não aprendi contigo em meia Vida!


Poema Azul



Preceito o conceito
Onde
Desfaço
O que enlaço
Em tempo-espaço
No sonho
Desfeito
Que enfeito
Com nadas
Opostos
Direitos
Em céus
...
Azul
É saudade
Que retenho com simplicidade.

A luz
Espero-te.

Onde está o teu brilho?






Pensava-te em brilho de estrelas
Pois é assim...
Que tu reflectes em mim
A tua alma
Ressoou aqui...
Onde está o teu brilho?
Para onde foi?
Preciso do teu reflexo
A reflectir em mim...
Em sonhos ainda não
Sonhados...em alguns
Imaginados...
Que me importa...
Que sejas estrela morta?




Tens o brilho das estrelas
Em mim...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sopro lento




Queria desvendar

O que fechas
A sete chaves
Queria saber ler
As tuas palavras...



Ver-te como se vê
A nuvem que passa
Poder ouvir da tua
Voz...


Os sonhos




E por isso sonho,
Com aquilo que me
Invade...
Tocas a alma
Em sopro lento...


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Naufrágio




Afundas-te
Em um iminente naufrágio
Foste Amor
Foste Plágio
Houve sempre uma certa
Certeza
Incerta
Que me despertava

Eras lágrima se chorada
Em mim eram duas
Sorriso que em mim
Sorria
Sentia
Doía

Naufrágio onde
O único náufrago


Fui eu.

Teus Espinhos



Tuas palavras
Doces como o mel
Não eram mais...
Do que o fel!
Beijos disfarçados
Beijos de serpente
Contaste histórias
Sem memória ...
Julgas- te
Sem julgamento
Achando que eras
Mais que Sol...
Esse sim aquece meu rosto
Pena tenho eu,
Daqueles que vão cair
Na tua doce inocência
Sem decência
Que eu nunca acreditei...
Devias saber,
Passou- me tudo ao lado
Tão ao lado...
Que nem te considero
Culpado.

A Rosa que me deste
Morreu...
Secou.
Mas os espinhos não!
Ofereço-tos!


Sem Alma




Sonhos?
Os sonhos que sonho
Já estão mortos...
São como fiéis devotos
Que não saem do lugar
Se ou menos,
Não tivesse a ilusão...
De sonhar!
Ilusão , desilusão
É a ilusão dos meus dias
Como se fosse sempre
A primeira vez...
Minha alma gela
O universo aspira-a!

Aqui...
Se devia ler,

Aqui Jaz.