domingo, 30 de outubro de 2011

Fôlego de fogo



Escada
         em
             escada
Cruzada
ASCENDE
Cruzo                                                                                                               
Uma encruzilhada
Em passos
Estáticos
Ondulação de sonhos 
Sonho a sonho
Acordo
Discordo
De mim. 
Fixo o tempo
Aquele
Que não existe
Aqui.
Flecha a flecha
Perco o arco
Não vejo a aresta
Apontada.

Som a som
Oiço o compasso
Que trespasso
Com a espada partida
Em mil pedaços

Desfaço
O ar que se atravessa
Em mim.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

És Tu?





Espero por ti
Sempre
A cada manhã
Cada pôr de sol
Aguardo-te
A cada noite
Quero-te.
Amanheces em mim
Na minha alma
Tu não vês?

E não lês nas entrelinhas?
que a minha voz te aguarda?


Sonho-te
A cada sonho.

Com o desejo, que não sejas mais Um

Aguardo,
as tuas mãos para me despertar

Num leve toque...

Quem és tu?
Sei que o teu nome é Amor

Como serás?

Nunca te vi
Apenas te senti
Um dia em ilusão.

Ad Infinitum




Saudade é grito
Dado no
infinito
Em sonho que ninguém me espera


É lembrar de céus em esferas
Cornucópias a mil
Flores mortas


Saudade é meu chão
Porque não tenho outro
Lembranças
Que só esqueço,
Se de mim, esquecer


Saudade é meu
Grito!

Gravado no infinito.

sábado, 15 de outubro de 2011

Inversa Esfera





Descalça caminho
Por um manto de espinhos
Em meu corpo, a dor
Já não existe...
Cessou em minha Alma

Por isso,
Pergunto-te
Como quem nunca
Te perguntará nada...




Se eu pedisse que me desses
A mão...
Davas?

Oca e sem Luz...

Em mim só corre o sangue
Apenas o meu coração
Me diz que estou
Viva?!


Flutuo por entre sorrisos indecisos
Numa vivência á deriva


E...
Se eu te pedisse, um pouco da tua Alma?
Davas-ma?
Preciso de luz, apesar de ela se esconder
Ela me seduz...



Uma Alma por outra Alma
Será esta a minha estrada?
Tenho viva a memória dos dias que chovia
Mas o sol, brilhava
Como na noite, era dia...
                                           


Sou o destino que me ditaram?


                                                     Ou será este o destino que ditei ?


Será que ainda falta muito pró Sol chegar até aqui?




Sinto ainda o cheiro da Primavera,





                                                             Inversa Esfera do que sou.


                                   

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

365 dias




Aprendi que as lágrimas magoam

Mas que é preciso chorá-las.

Aprendi que um sorriso vale muito mais,

Um olhar, nem tanto...
Aprendi que o sol tem cheiro.
Que as gotas de chuva são doces
Aprendi que talvez o amor não exista,
Mas existe...

Aprendi que os sonhos pra vivê-los, basta sonhá-los.

Que as estrelas guiam o caminho de quem quer ser guiado.

Que as flores são feitas de milagres,

Aprendi que o tempo é um relógio
(por isso não uso).

Aprendi que para voar, basta fechar os olhos.

Que os pássaros não piam, cantam.
Aprendi que talvez a Lua seja minha,
Porque eu quero!

Aprendi que o Mar é azul, mas verde.

Que o passado foi agora neste segundo.

Aprendi mesmo que caiamos no chão
Não passaremos dele, pode ser que nos ampare.
Aprendi que a vida é um sopro
Uma sombra que vemos passar...
Aprendi que não me interessa pra nada
Aquilo que um dia me interessou.
Aprendi que a areia são restos
De tempos...
Que a nuvens são brancas porque branco
É o nome que se dá aquela cor.

Aprendi que os olhos não vêem, sentem.

E que a alma vê,

Aprendi em 365 dias...

Sozinha.
Aquilo que não aprendi contigo em meia Vida!


Poema Azul



Preceito o conceito
Onde
Desfaço
O que enlaço
Em tempo-espaço
No sonho
Desfeito
Que enfeito
Com nadas
Opostos
Direitos
Em céus
...
Azul
É saudade
Que retenho com simplicidade.

A luz
Espero-te.

Onde está o teu brilho?






Pensava-te em brilho de estrelas
Pois é assim...
Que tu reflectes em mim
A tua alma
Ressoou aqui...
Onde está o teu brilho?
Para onde foi?
Preciso do teu reflexo
A reflectir em mim...
Em sonhos ainda não
Sonhados...em alguns
Imaginados...
Que me importa...
Que sejas estrela morta?




Tens o brilho das estrelas
Em mim...