quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
No Som da Noite
Quem se esconde
no som da noite?
São almas que se cruzam
No som
No som
no bater da respiração
Nos sons da noite
Oiço a ilusão
Oiço a ilusão
a cada palavra na minha mão
Cai
Cai
Guardo-a
Hoje não é minha
Pode ser um dia
Que ela se renda
Na minha ironia...
Passo
Vou na história
Há barcos do passado afundados
Há barcos do passado afundados
Em descrença
espero na espera
Onde os sonhos são meus
Em faces que eu quero,
No escuro da noite
Há silêncios que me acordam.
No escuro da noite
Há silêncios que me acordam.
DEVORAM.
domingo, 30 de outubro de 2011
Fôlego de fogo
Escada
em
escada
em
escada
Cruzada
ASCENDE
Cruzo
Uma encruzilhada
Cruzo
Uma encruzilhada
Em passos
Estáticos
Estáticos
Ondulação de sonhos
Sonho a sonho
Acordo
Discordo
De mim.
Acordo
Discordo
De mim.
Fixo o tempo
Aquele
Que não existe
Aqui.
Aquele
Que não existe
Aqui.
Flecha a flecha
Perco o arco
Não vejo a aresta
Apontada.
Perco o arco
Não vejo a aresta
Apontada.
Som a som
Oiço o compasso
Oiço o compasso
Que trespasso
Com a espada partida
Em mil pedaços
Com a espada partida
Em mil pedaços
Desfaço
O ar que se atravessa
Em mim.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
És Tu?
Espero por ti
Sempre
A cada manhã
Cada pôr de sol
Aguardo-te
A cada noite
Quero-te.
Amanheces em mim
Na minha alma
Tu não vês?
E não lês nas entrelinhas?
que a minha voz te aguarda?
Sonho-te
A cada sonho.
A cada sonho.
Com o desejo, que não sejas mais Um
Aguardo,
as tuas mãos para me despertar
as tuas mãos para me despertar
Num leve toque...
Quem és tu?
Sei que o teu nome é Amor
Sei que o teu nome é Amor
Como serás?
Nunca te vi
Apenas te senti
Um dia em ilusão.
Apenas te senti
Um dia em ilusão.
Ad Infinitum
Saudade é grito
Dado no
infinito
Em sonho que ninguém me espera
É lembrar de céus em esferas
Cornucópias a mil
Flores mortas
Saudade é meu chão
Porque não tenho outro
Lembranças
Que só esqueço,
Se de mim, esquecer
Saudade é meu
Grito!
Gravado no infinito.
sábado, 15 de outubro de 2011
Inversa Esfera
Descalça caminho
Por um manto de espinhos
Em meu corpo, a dor
Já não existe...
Cessou em minha Alma
Por isso,
Pergunto-te
Como quem nunca
Te perguntará nada...
Se eu pedisse que me desses
A mão...
Davas?
Oca e sem Luz...
Em mim só corre o sangue
Apenas o meu coração
Me diz que estou
Viva?!
Flutuo por entre sorrisos indecisos
Numa vivência á deriva
E...
Se eu te pedisse, um pouco da tua Alma?
Davas-ma?
Preciso de luz, apesar de ela se esconder
Ela me seduz...
Uma Alma por outra Alma
Será esta a minha estrada?
Tenho viva a memória dos dias que chovia
Mas o sol, brilhava
Como na noite, era dia...
Sou o destino que me ditaram?
Ou será este o destino que ditei ?
Será que ainda falta muito pró Sol chegar até aqui?
Inversa Esfera do que sou.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
365 dias
Aprendi que as lágrimas magoam
Mas que é preciso chorá-las.
Aprendi que um sorriso vale muito mais,
Um olhar, nem tanto...Aprendi que o sol tem cheiro.
Que as gotas de chuva são doces
Aprendi que talvez o amor não exista,
Mas existe...
Aprendi que os sonhos pra vivê-los, basta sonhá-los.
Que as estrelas guiam o caminho de quem quer ser guiado.
Que as flores são feitas de milagres,
Aprendi que o tempo é um relógio
(por isso não uso).
Aprendi que para voar, basta fechar os olhos.
Que os pássaros não piam, cantam.
Aprendi que talvez a Lua seja minha,
Porque eu quero!
Aprendi que o Mar é azul, mas verde.
Que o passado foi agora neste segundo.
Aprendi mesmo que caiamos no chão
Não passaremos dele, pode ser que nos ampare.
Aprendi que a vida é um sopro
Uma sombra que vemos passar...
Aprendi que não me interessa pra nada
Aquilo que um dia me interessou.
Aprendi que a areia são restos
De tempos...
Que a nuvens são brancas porque branco
É o nome que se dá aquela cor.
Aprendi que os olhos não vêem, sentem.
E que a alma vê,
Aprendi em 365 dias...
Sozinha.
Aquilo que não aprendi contigo em meia Vida!
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