sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Quem foi que urdiu a Palavra?







Em tempos mais longe que o Longínquo
Foram Urdidas em Segredo

Palavras em doces mentiras

Ainda sem ter
           Sombra do relógio
                Sem o relógio ter sol.

Proferiram fantasias
                                   Quimeras mentiras

Onde quem urgiu,
Soltou em todo o Mundo

                                    O murmúrio disfarçado
  Em mão estendida.

Quando na verdade quem o dizia
Se esqueceu,
De contar de quem com a verdade
O Tocou e perdeu,
                                   
                                   De dor enlouqueceu.

Quem foi que urgiu a palavra Amor?


De minhas lágrimas crescem silvas
Urdidas palavras
Caladas
Sentidas
Agora são pétalas caídas.





Falsa Cor de Jardim





Como falsa vela
Eras candeia onde as Borboletas
Na noite buscavam Luz
Falsa candeia...
Que em volta tecias uma Teia

Haverás em tempos ouvir
Ouvirás em Tempos

Palavras Queimadas
Como Esporos derramados
Nascidos na ilusão de Ti

E serás...

Teia entrelaçada em veia
Escorrida em frias e aguçadas pedras

                  Passando as palavras ao lado de ti.

Falsa Imagem

Imagem opticalmente ilustrada

Detalhadamente usada

Miragem de Marfim

Fria

Deserta

Falsa palavra desfeita.

Gaiola enjaulada
Pássaro sem canto

Luz Apagada

                       Falsa Cor de Jardim.







segunda-feira, 31 de outubro de 2011

No Som da Noite


 

Quem se esconde   

                                   no som da noite?
São almas que se cruzam
No som       
                                no bater da respiração
Nos sons da noite
Oiço a ilusão
        a cada palavra na minha mão
Cai
                            Guardo-a
Hoje não é minha
Pode ser um dia
Que ela se renda
Na minha ironia...
                          Passo 
Vou na história
Há barcos do passado afundados
Em descrença
                     espero na espera
                                               Onde os sonhos são meus
Em faces que eu quero,
No escuro da noite
Há silêncios que me acordam.
                                                        
                                                DEVORAM.


domingo, 30 de outubro de 2011

Fôlego de fogo



Escada
         em
             escada
Cruzada
ASCENDE
Cruzo                                                                                                               
Uma encruzilhada
Em passos
Estáticos
Ondulação de sonhos 
Sonho a sonho
Acordo
Discordo
De mim. 
Fixo o tempo
Aquele
Que não existe
Aqui.
Flecha a flecha
Perco o arco
Não vejo a aresta
Apontada.

Som a som
Oiço o compasso
Que trespasso
Com a espada partida
Em mil pedaços

Desfaço
O ar que se atravessa
Em mim.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

És Tu?





Espero por ti
Sempre
A cada manhã
Cada pôr de sol
Aguardo-te
A cada noite
Quero-te.
Amanheces em mim
Na minha alma
Tu não vês?

E não lês nas entrelinhas?
que a minha voz te aguarda?


Sonho-te
A cada sonho.

Com o desejo, que não sejas mais Um

Aguardo,
as tuas mãos para me despertar

Num leve toque...

Quem és tu?
Sei que o teu nome é Amor

Como serás?

Nunca te vi
Apenas te senti
Um dia em ilusão.

Ad Infinitum




Saudade é grito
Dado no
infinito
Em sonho que ninguém me espera


É lembrar de céus em esferas
Cornucópias a mil
Flores mortas


Saudade é meu chão
Porque não tenho outro
Lembranças
Que só esqueço,
Se de mim, esquecer


Saudade é meu
Grito!

Gravado no infinito.