sábado, 10 de março de 2012

Contorcida melancolia






Tu podias ser poesia
      Mas és música tocada numa triste melancolia

Melodia sem movimento
Vento que sopra
                    Sem as folhas tocar
Movimento sem melodia
       Que levanta as folhas
                    Mas não se ouve
Resmalhar

Piano aonde os dedos
Não chegam
      Contorcem
Dando o som de um rochedo

Melancólica melancolia
Triste
     Cor cinza no dia
Contorcida melancolia,
       Onde tu,
              Eras para ser     a  Poesia.




És Poesia








Traço-te no traço da palavra.

Imagino-te

                      Mãos no rosto
                      De dias cansados

Com uma caneta
Escolhes aquilo que sonhas
                        Ou sonhas-te.

Em letra serena e calma

Eu traço-te nos teus traços.

De forma usual
Nada em ti, é normal

Pensas a Alma
Mesmo com a amargura tens no coração
És ponto de calma.


No silêncio da noite
Silencias com lágrimas
O teu sono.


Velas quem queres bem.
Como o céu te vela também.
E te vê,
              Na espera.

Estás traçado no traço da palavra
Como os dias estão traçados em Ti.

Tu...
         
             És Poesia numa eterna Magia.







sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Em Espelhos partidos Existem sempre reflexos Reflectidos



Andando em círculos
Com os meus Espelhos
                            Alguém me vê?
Cegueira
Não, eu sei que não...

                          (minto-me)

Nuvens de mares
Têm tantas Faces

                        (confusão)
                             (beleza)
Círculos
             Sons inscritos

                      (passado)

Um dia tudo vai...

                    (presente)
E

Sonho a Sonho
Desgovernado corpo

                         (queda)

O chão aproxima-se

     Lentamente

Caio

      Caio

Caio...
             (dor)

             (incompreensão)

Entorpecido corpo doído

                      (resigna-se)

Lá em baixo
Que existe? (ignorância)

                     (expectativa)
Talvez eu voe....
                   (esperança)


Não!

Caio

       Caio

Caio....            (medo)

Onde estou?
Daqui tudo é tão alto
Lá de cima, tudo era tão baixo...
                      ( medo)

                          (expectativa)

                    Lágrimas

Espero voltar onde era meu lugar (fé)
O Céu nunca me disse que era impossível
Lá chegar...

O vento com ele traz as folhas
Eleva-me...
                                       (Espanto)
Posso...

Posso?                        (Felicidade)

Sensação, Sensação, Sensação
            (concretização)

A queda pode abrir caminhos por trilhar
Tudo no mundo tem o seu lugar.
Em espelhos partidos
Existem sempre reflexos
                                            Reflectidos


        (Conclusão. ) 

Quem foi que urdiu a Palavra?







Em tempos mais longe que o Longínquo
Foram Urdidas em Segredo

Palavras em doces mentiras

Ainda sem ter
           Sombra do relógio
                Sem o relógio ter sol.

Proferiram fantasias
                                   Quimeras mentiras

Onde quem urgiu,
Soltou em todo o Mundo

                                    O murmúrio disfarçado
  Em mão estendida.

Quando na verdade quem o dizia
Se esqueceu,
De contar de quem com a verdade
O Tocou e perdeu,
                                   
                                   De dor enlouqueceu.

Quem foi que urgiu a palavra Amor?


De minhas lágrimas crescem silvas
Urdidas palavras
Caladas
Sentidas
Agora são pétalas caídas.





Falsa Cor de Jardim





Como falsa vela
Eras candeia onde as Borboletas
Na noite buscavam Luz
Falsa candeia...
Que em volta tecias uma Teia

Haverás em tempos ouvir
Ouvirás em Tempos

Palavras Queimadas
Como Esporos derramados
Nascidos na ilusão de Ti

E serás...

Teia entrelaçada em veia
Escorrida em frias e aguçadas pedras

                  Passando as palavras ao lado de ti.

Falsa Imagem

Imagem opticalmente ilustrada

Detalhadamente usada

Miragem de Marfim

Fria

Deserta

Falsa palavra desfeita.

Gaiola enjaulada
Pássaro sem canto

Luz Apagada

                       Falsa Cor de Jardim.







segunda-feira, 31 de outubro de 2011

No Som da Noite


 

Quem se esconde   

                                   no som da noite?
São almas que se cruzam
No som       
                                no bater da respiração
Nos sons da noite
Oiço a ilusão
        a cada palavra na minha mão
Cai
                            Guardo-a
Hoje não é minha
Pode ser um dia
Que ela se renda
Na minha ironia...
                          Passo 
Vou na história
Há barcos do passado afundados
Em descrença
                     espero na espera
                                               Onde os sonhos são meus
Em faces que eu quero,
No escuro da noite
Há silêncios que me acordam.
                                                        
                                                DEVORAM.