sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Tempo de Voltar






Sem pausa, enquanto tocavam os violinos

Pousaste todos os pêndulos

Todas as horas

                 Agora que as tempestades não têm rio

Pausaste num destino sem condenações



(Sempre soube que o oceano abarca uma margem)



Não me importa que as cordas tenham ficado gastas

Desafinadas

Que os desertos sejam incertos de água

                             Que não existam fráguas


Tenho as flores para contemplar 

Uma pausa com todas as notas para escutar

          Uma margem de um destino para Pousar

14 comentários:

  1. Sempre existe um caminho para a volta da

    essência...

    A música pode não ser a mesma,o rítmo mudado,mas

    os sentires mais apurados e o olhar mais

    profundo,pousado na poesia colhida desse

    jardim etéreo...

    "Tenho as flores para contemplar
    Uma pausa com todas as notas para escutar
    Uma margem de um destino para pousar"

    Querida amiga,um destino certo no terreno da

    tua vocação,de ser uma grande poetisa, que toca

    a nossa alma para o despertar da beleza única

    das tuas palavras.

    Beijos cheios de emoção ao contactar com teu

    poema!!

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  2. E ainda bem que voltaste, já estava com saudades de te ler!

    Faço uma pausa contigo e contemplo também as flores, enquanto me lembro do teu poema!

    Beijos, bom fim de semana

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  3. Bom voltar aqui e reler o caminho das palavras que deixam vestígios no tempo...

    Abraço

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  4. Aportaste com todas as melodias.
    Que acolhedora a tua margem poética, querida amiga.

    Adorei.

    Grande abraço.

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  5. Flores, uma pausa e uma margem, anulam qualquer desafinação...
    Magnífico poema. Gostei muito, da forma e do ritmo, para além das belíssimas imagens poéticas que construiste.
    Maria João, minha querida amiga, tem uma boa semana.
    Beijo.

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  6. Quando a hora se pousa
    A pausa trás um tempo
    (O tempo que a pausa tem)

    São silenciosos violinos
    Em silentes tempestades

    (Incertos desertos d´água)

    Nascem na margem do verso
    Florescem no rebordo do verbo
    Voltar


    Dizem que o tempo elíptico é

    ______

    Bjo.

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  7. O que importa é aquilo que permanece.

    bjs

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  8. Inventei a ironia numa toada de vento
    Roubei as asas a uma gaivota azul
    Colei-lhes um poema cheio de penas
    E enviei-o para uma tonta do sul

    Inventei um mar numa bola de sabão
    Roubei uma corda forte e boa
    Atei um rol de mágoa à mesma
    E afoguei-as nas águas de uma lagoa

    Bom fim de semana


    Doce beijo

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  9. Para mim, é tempo de voltar para te ler.
    Reli, com igual agrado o teu excelente poema.
    Maria João, querida amiga, tem uma boa semana.
    Beijo.

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  10. Nem me tinha dado conta do imenso tempo decorrido sem te ler. Ando com a mania que já comentei, cada vez que leio: mas é porque a idade não perdoa, lol:-)

    ______palavras que são como rios que galgam margens. palavras afinadas pelo violino do teu sorriso na pausa de música com que reescreves a vida____________.
    beijos (ainda bem que te encontrei, lá , na caro do livro, ou no livro na cara, lol;-)

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  11. Olá, Maria João

    Vim em busca de ler mais um dos teus belos poemas, mas assim reli-te, o que também vale sempre a pena!
    Vim também agradecer-te pelas visitas aos "Instântaneos" e pelos comentários que tens deixado, é muito bom "ouvi-los".
    Fico a aguardar mais uma folha da tua "teoria"

    Beijos, tem um bom fim de semana.

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