segunda-feira, 25 de março de 2013

Duas Elegias






És o outro e o outro és tu

        De duas faces é o prisma

Acrónimo de um

                       Vértice dividido

Um (só) Sol em paralelos mundos




(O sonho que sonhas é do outro
                         e o outro sonha teu sonho)



Uma palavra

          Duas letras

Duas sombras

           (Um corpo só)   


                  
Nenhum és e o outro és tu…

                       Um só Poema

            Duas elegias    
                  
Um só verso de dois.




15 comentários:

  1. É o paradoxo.
    Quando tudo é nada sendo.

    :)

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  2. Maria João,
    Nem sempre comento, mas o seu blogue encontra-se naqueles que me dá verdadeiro prazer visitar.
    Um beijo, desassossegada poeta!

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  3. E se sonho o sonho de outro, qual de nós o irá cumprir, e sonhar de novo, quando o sonho original se tiver cumprido?

    Do desassossego, dos eus, de quem somos, de quem nos sabemos...: Gosto tanto de ler poesia assim! Poesia que não me deixa indiferente!

    Beijo, deixo já os meus desejos de que tenhas uma boa Páscoa!

    Isa Lisboa
    => Instantâneos a preto e branco
    => Os dias em que olho o Mundo
    => Pense fora da caixa

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  4. Muito profundo este teu poema...

    Espelha a complexidade do relacionamento do Eu e o Outro,paradoxalmente duas elegias e

    um só poema,um sonho que se passa entre o eu e o outro numa simbiose entrelaçadas

    entre paralelos mundos...

    As sombras sempre se revelam no foco da Luz...

    Sempre encontro luz-palavra-poesia aqui neste teu espaço mágico!!

    Adoro ler-te,amiga querida.

    Beijinhos de Luz!

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  5. No interior do verso há sempre um lamento
    Um tormento que se forma sobre as formas
    Um reflexo que se inscreve palavra
    Como sombra num espelho

    Todos os cânticos são universos paralelos
    em justaposição
    Assim como dialéctico é todo o curso que nos conduz
    e nos confronta

    Entre o "Eu" e o "Outro"
    há sempre um espaço (vago)
    de indefinidos limites
    que constrange e questiona

    Talvez porque toda a existência é, pela sua própria natureza, semanticamente incompleta

    Gostei muito

    Bjo.





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  6. como se a complementaridade não fosse mais do que a busca de nós no outro...
    ...e se em realidades paralelas nos encontrássemos?

    mas aqui, neste poema, oblíquo e transversal no tempo, aqui encontrei-me. e nem me sabia perdia.
    um beijo

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  7. Arrepiantemente bom. É o que me apraz dizer.
    Em sentidos desmedidos, em sentidos com sentidos, sensações. Arrasta-se o tempo, comprova-se o momento, viaja-se no porquê, e no finalmente... acorda-se adormecendo em palavras.

    Um e outro lado, o mesmo rosto, o mesmo espaço, a diferente concepçao, a igaul mutação, o reverso suspenso num caminho que é quase outro, mas segue o mesmo trilho.

    É noite e é dia, é estrela e é escuridão. É palpebras fechadas, é pura emoção.

    Poesia, poesia no seu esplendor, sublimada pela carícia de um sentir.

    Sempre em grande fulgor, palpitante, quase sufocante, libertadora.
    Respirável.

    Há ainda oxigénio para outro fôlego?


    Beijo.

    rainbowsky

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  8. Muito interessante este teu poema.
    Gostei muito.
    Parabéns pela excelência das palavras (as tuas, e não de outro...).
    Um beijo, querida amiga.

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  9. Querida Maria João, os teus poemas absorvem-me em leituras paralelas e em questionamentos permanentes.
    Excelente!
    O outro existe em nós e nós não seríamos sem o outro.
    Obrigada, amiga.
    Beijinho.

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  10. Mas volta...
    Maria João, tem um bom fim de semana.
    Beijo.

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  11. Procura, auto-questionamento, encontro, desencontro, complementaridade. Existe sempre o outro dentro de nós e nós dentro do outro.

    Grande poema Maria João.
    abraço
    cvb

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  12. Está tudo bem contigo?
    Saudades... de te ler...
    Beijo, querida amiga João.

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  13. Extraordinário momento de poesia!!!
    E tudo o mais que eu pudesse escrever, seria desnecessário.

    Obrigada, Maria João!

    Um beijinho

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  14. Seguramente por meia dúzia de vezes, já aqui passei... Mas agora deixo um grito... Que não é, juro, a minha voz... é o eco...! Belíssimo!

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