Que é de ti?
Que ocultas a
verdade
Que é de mim?
Que de mim contas histórias
Que é do verso feito
sem nexo?
Agora só tocam sopros que cantas no limiar
Que é da razão que precedeu á loucura previamente anunciada
E os Sonhos?
Quando rimo o silêncio
Quando faço asas de cor
Somem-se ventos
Caem desalentos
Formam-se sóis de
tempestades que nada sabem da chuva
Que é do tempo sem ser saudade
Das mãos
sem serem palavras
(Vejo becos cheios de
promessas por cumprir)
Que é do vento que soprava calor
Das chamas
Ou da canção perdida
Sou espera que
espera incessante
Descrente enquanto crê
Acendendo velas lançadas ao mar
Sou a Pedra Secular
Onde um
dia dormiram sereias…
