quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Porque não nasces de um verso de uma frase minha?







Porque nasce a rosa do espinho

Se de perfume me definho…

                       No começo uma poesia

Porque não nasces de um verso de uma frase minha?

Espectros de vitrais e sombra onde te busco

                                      Poema, frase

Porque não nasces de um poema de um verso meu?

                      Há uma palavra onde recomeço

Onde acabei

Onde as penas são voos de olhos vendados

Porque não nasces de uma poesia de uma frase minha

Porque imortal é o espinho e morre a rosa?


17 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. No início era a Rosa

    (a rosa só
    ....e o perfume)

    Toda a rosa tem espinhos
    todo o verso tem seu reverso

    assim nasce, vitría, a poesia
    assim germina, oculta, a sombra
    (penas de vendados olhos)

    Enquanto, na palavra, se dá o recomeço


    "Porque não nasce o poema de um verso meu?"


    Na frase a face da prece
    como etérea poesia

    Sentido, intimo e belo, teu poema

    Bjo.

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  3. Imortal é a palavra que nasce na poesia... E no espaço da tua bela

    poesia,a rosa da inspiração permanece em perfume e cor...

    Muito belo e tocante, amiga!!

    Beijos grandes.

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  4. "Porque imortal é o espinho e morre a rosa?" É uma excelente pergunta... Talvez porque a beleza tenha que ser frágil e efémera, para a podermos apreciar melhor...
    Gostei muito de ler esta poesia!
    Beijos

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  5. Questionar parece ser o destino do poeta que busca a essência das coisas, a ordem que, acredita, poder emergir do caos.

    Lídia

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  6. Na poesia o desejo de eternizar o que não fere.

    Beijos,

    Anna Amorim

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  7. Às vezes, é ali,
    entre as tardes do meu jardim,
    que gosto de caminhar,
    à procura de respostas.
    Nem sempre as encontro. Então,
    colho uma rosa,
    removo uns espinhos
    e coloco-a, harmoniosamente,
    na jarra da entrada.
    E encho a casa de luz.

    O teu poema é profundo e belíssimo,
    querida Maria João.
    E inspirou comentários que também adorei ler.

    Beijos meus. Desejo-te toda a luz
    de um lindo ramo de rosas :)

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  8. Tão triste nasceu hoje o Verão
    Tão agreste sopra este colérico vento
    Tão molhada está esta verde terra
    Tão cinza está um coração em desalento

    Mentem os que disserem que perdi a Lua
    Os que profetizaram o meu futuro de luz
    Mentem os que acharam que não me visto de sentimento
    Os que acham que apenas a mentira seduz

    Acolhi no olhar todas as coléricas vagas que alcancei
    Abracei uma roseira e senti o golpe dos espinhos
    Senti o aroma errante das hortênsias
    Numa viagem por sete caminh

    Bom fim de semana

    Doce beijo

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  9. Vim agradecer a visita no PALAVRA DE MULHER e desejar uma semana plena de inspirações.

    Deixo comentário lá tbém.

    Beijos,

    Anna Amorim

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  10. Perguntas...
    Mas as respostas são difíceis... ou até impossíveis, já que cada rosa tem os seus espinhos...
    Magnífico poema, gostei imenso.
    Maria João, minha querida amiga, tem um bom fim de semana.
    Beijo.
    (voltando de férias... aos poucos...)

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  11. Reli com agrado, minha querida amiga.
    Tem uma boa semana.
    Beijo.

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  12. Que seria do verso, da frase ou do poema, se não fosse a interrogação do poeta? Se não fosse, essa inquietação a romper de dentro, entre o espinho que magoa e o caule que o sustenta,até ser o etéreo perfume que sossega a alma e lhe oferece asas.

    Gosto! Gosto mesmo muito da sua escrita, Maria João.
    Parabéns!!

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  13. Poema intimista, bem conduzido, volteando como uma espécie de lógica (ou ilógica) até ao verso final, resumo da mensagem: a dor é sempre mais perene...

    Uma poesia de originalidades combinações frásicas.

    Bjo :)

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  14. Olá, tudo bem contigo? Há quanto tempo não publicas...
    Maria João, minha querida amiga, tem um bom domingo (o que resta dele) e uma boa semana.
    Beijo.

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  15. Por que não casa o espinho com a rosa, e vivem felizes para sempre? A natureza não quer, prefere que sejam como são. Fazer o quê? Meu beijo.

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  16. o desejo de eternizar o que é belo (ia jurar que já tinha comentado:-))
    beijo

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