segunda-feira, 22 de julho de 2013

Vislumbre






Não me fujas como galopes de cavalos entrançados no pó

Não sejas diamante negro em petróleo, que meus olhos outrora grandes,agora vêem tempestades

Não sejas espiga pegada a minha roupa que cai com o vento

Nem veneno que bebo e morro sem saber, não me sejas oculto na escuridão nem luz na vela que te chamo 

Sê- me espaço de amores

                                                       Ondas em vagas


Que ainda espero que cubram meu corpo, dança-me sorrisos

                                                                                      canta-me abraços

                                              Não sejas areia fina em vendaval

                                                                                      Sê rodopio

                             Como ave encantada



Olha-me devagar e divaga mas não me vagues

Leio as sílabas da Mente, quando mente

E calo.

Por isso, sê-me só.

E dança…



sábado, 6 de julho de 2013

Fábula






  Subtraio ao consistente passo e penso

                   Penso ao inconsciente persistente

   Adverso no verso



Consisto em constâncias circunstanciais

        Que és tu princípio de meio e fim

 Vago círculo
                          Talvez…


Incrédula fala somada

(Não creio)

           Dividida soma de nenhum



 Adiciono o tempo á solidez

                   Somo dezenas sem dez

 Incompleto vazio

                       Talvez



Consisto e persisto na constante crença

 (Versada)
                   
                                     Avisto                                                             
 Nem círculo

 Nem vaga vagada 
                                       
                                (Essa fábula…)



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Miragem Minha






Tão perto como incerto
                    tão distante
Esta verdade certa
                      tão incerta como qualquer palavra concreta
(que me cega)


Tão distante, quando olho pelo óculo esse Mundo


             Esta certa ilusão existente
(que me amarra)
Tão distante do verdadeiro som
                         (aquilo que és)


Distante é o sonho e o sonho da noite sem sono


O esboço da figura
                   O traço da linguagem
Só incógnitas de vazios
Este poço sem rio
                          onde espero esquecer a sede


Tão distante …Miragem Minha


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Mundo de minha Alma







Cesso negro verbo, chuva de meu clamor

Clamo a voz às pedras, face de meu sonho

Inerte é relógio parado
                                       Parado e ofuscado

                                 Inerte é o som da melodia


(Cesso os dedos, chamo a Voz minha)


A sombra de minha sombra derruba muros

                       E os muros escondem mundos

 Mundo de minha alma

Subo o passo no passo e o sonho meu

                
  Clamo à terra, assente a mim

  (Meu é o caminho de pétalas
                       em ventos de jasmim
                perfumes etéreos em nascimentos de Sóis) 
    

Cesso o negro verbo sombra

Constantes cores me cercam

                                      Pedras levitam

Formando letras, com elas insignificantes nomes

Cristais unem-se a meu corpo e meu corpo ao sonho

                        E o sonho à luz, verso de minha alma


Ecoam horas em cordas de liras

              Flores nascem em caídos vidros

                         que ao segundo

                                     Formam de novo, o Mundo.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Meu Credo








Infinito rito teu

                 Eu harpa sem cordas

(As Eras sonhadas das mudas aves que voam)

                                                                         Em memórias



                        (São histórias, cascatas de fumos azuis)

        Relembro já esquecida

 Existem lagoas de escondidos nevoeiros


 Tu rito, Meu credo

      Duvidável como as lendas

(Repõe-me os Dós…)


segunda-feira, 25 de março de 2013

Duas Elegias






És o outro e o outro és tu

        De duas faces é o prisma

Acrónimo de um

                       Vértice dividido

Um (só) Sol em paralelos mundos




(O sonho que sonhas é do outro
                         e o outro sonha teu sonho)



Uma palavra

          Duas letras

Duas sombras

           (Um corpo só)   


                  
Nenhum és e o outro és tu…

                       Um só Poema

            Duas elegias    
                  
Um só verso de dois.




terça-feira, 12 de março de 2013

Incógnita






Escondes as palavras com as palavras

                     Na ausência de vírgulas

                                  Interrogo-me nessa curva de quem não sabe



( Desfia, desfia…a linha fiada é seda de aranha )



Aroma de tempo

                Traço intenso

          Balanço em som ao vento

Incógnita sílaba



( Desfia, desfia que a linha que fias é seda na aranha )



Pergunto-me no espaço

A quem pertence o abraço

                          Na ausente-palavra.